COMEÇA A RIO + 20
Rio+20 oficial marca os vinte anos da Conferência das Nações
Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio 92 ou Eco 92). Nestas
duas décadas, a falta de ações para superar a injustiça social ambiental
tem frustrado expectativas e desacreditado a ONU. A pauta prevista para
a Rio+20 oficial – a chamada “economia verde” e a institucionalidade
global – é considerada por nós como insatisfatória para lidar com a
crise do planeta, causada pelos modelos de produção e consumo
capitalistas.
Para enfrentar os desafios dessa crise sistêmica, a Cúpula dos Povos
não será apenas um grande evento. Ela faz parte de um processo de
acúmulos históricos e convergências das lutas locais, regionais e
globais, que tem como marco político a luta anticapitalista, classista,
antirracista, antipatriarcal e anti-homofóbica.
Queremos, assim, transformar o momento da Rio+20 numa oportunidade
para tratar dos graves problemas enfrentados pela humanidade e
demonstrar a força política dos povos organizados. “Venha reinventar o
mundo” é o nosso chamado e o nosso convite à participação para as
organizações e movimentos sociais do Brasil e do mundo. A convocatória
global para a Cúpula será realizada durante o Fórum Social Temático
(www.fstematico2012.org.br), em 28 de janeiro, em Porto Alegre (RS). O
Fórum deste ano é, aliás, preparatório para a Cúpula.
O que é a Cúpula dos povos?
A Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental é
um evento organizado pela sociedade civil global que acontecerá entre
os dias 15 e 23 de junho no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro
– paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento
Sustentável (UNCSD), a Rio+20.
Como?
O Comitê Facilitador da Sociedade Civil para a Rio+20 (CFSC)
está preparando o desenho da Cúpula dos Povos e do território que
ocuparemos no Aterro do Flamengo. O espaço será organizado em grupos de discussão autogestionados, na Assembleia Permanente dos Povos e num espaço
para organizações e movimentos sociais exporem, praticarem e dialogarem
com a sociedade sobre suas experiências e projetos, chamado de
Territórios do Futuro. As ações da Cúpula estarão todas interligadas.
Clique aqui para ver a programação.
A ideia é que a Assembleia Permanente dos Povos – o principal fórum
político da Cúpula, se organize em torno de três eixos e debata as
causas estruturais da atual crise civilizatória, sem fragmentá-la em
crises específicas – energética, financeira, ambiental, alimentar. Com
isso, esperamos afirmar paradigmas novos e alternativos construídos
pelos povos e apontar a agenda política para o próximo período.
Os três eixos são: denúncia das causas estruturais das crises, das falsas soluções e das novas formas de reprodução do capital, soluções e novos paradigmas dos povos e estimular organizações e movimentos sociais a articular processos de luta anticapitalista pós-Rio+20. Para entender melhor como eles organizam as atividades da Cúpula, clique aqui.
Quando?
Por isso, o território da Cúpula dos Povos será organizado de
forma livre da presença corporativa e com base na economia solidária,
agroecologia, em culturas digitais, ações de comunidades indígenas e
quilombolas. Esse encontro da cidadania, que também contará com atrações
culturais, ficará aberto até o fim da Cúpula, no dia 23.
Os dias 5 e 20 de junho serão de mobilização global
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